“Desempenho da economia se deve à capacidade de articulação, estratégia de investimentos, modelo de gestão e esforço da equipe de captação”

O cenário econômico de Pernambuco mudou significativamente nos últimos anos e o desempenho que o Estado vem apresentando é superior à média dos estados nordestinos. Tal resultado está associado, entre outros, à diversificação dos investimentos na infraestrutura e no Complexo de Suape, à captação de recursos e às oportunidades criadas pela localização estratégica.

Para se ter uma idéia do crescimento, dados divulgados pela Agência Condepe/Fidem no final do mês de março revelam que o Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 cresceu 3,5%, superior a média nacional de 2,3%. Todos os setores analisados registraram alta. O que mais se destacou foi o de agropecuária que, apesar das adversidades climáticas do ano passado, fechou em 4,9%. A indústria cresceu 3,1% e o setor de serviços, 3,9%.

SEI_0032A projeção da Agência Condepe/Fidem para 2014 é otimista. A recuperação das safras, o aumento nas taxas de emprego e indústria de transformação podem alavancar o crescimento do PIB Pernambuco a taxa de até 4%. A Refinaria Abreu e Lima, por exemplo, deve acrescentar R$ 6,6 bilhões ao PIB deste ano, estimado em R$ 143 bilhões.

Para conversar sobre os avanços e desafios da economia e, ainda, sobre as mudanças ocorridas na gestão pública e a participação das carreiras do modelo integrado de gestão nos resultados alcançados pelo Governo, a AAPOG conversou com o Secretário da Fazenda Paulo Câmara.

Câmara tem 41 anos, é formado em Economia pela UFPE e mestre em Gestão Pública. Já foi Secretário de Administração do Governo do Estado entre 2007 e 2010. Em 2011, foi convocado pelo Governador Eduardo Campos a assumir a pasta da Secretaria da Fazenda, onde permanece até hoje.

Confira a entrevista:

1)      No tocante a economia, Pernambuco vem obtendo resultados positivos e, por vezes, melhores que a média regional e nacional. Qual o principal desafio do Estado hoje para consolidar o crescimento econômico e traduzi-lo em fortalecimento das políticas públicas e atendimento das demandas sociais?

Acredito que no campo econômico temos dois grandes desafios de longo prazo. O primeiro se refere à recomposição da infraestrutura no estado. É preciso dar continuidade aos investimentos em infraestrutura para tornar o estado cada vez mais atrativo aos investimentos privados, consolidando os vetores de desenvolvimento tanto em sua Região Metropolitana como no Interior. O segundo é o desafio da produtividade do nosso capital humano. De nada adiantaria atrair empreendimentos, se a renda e os empregos gerados não beneficiarem o povo de Pernambuco. O trabalho de formação e qualificação dos pernambucanos têm que continuar.

2)      O Estado de Pernambuco criou expertise quando se fala em construção de cenários fiscais. Como o senhor avalia a importância deste procedimento para enfrentar a crise econômica que o Brasil vem passando e como se da à participação dos gestores públicos neste processo?

Num passado não tão distante, as crises econômicas e os ajustes fiscais do setor público pareciam indicar o “fim do planejamento”. Diante de muitas incertezas econômicas e falta de recursos, o planejamento é um exercício inútil, diziam alguns. Penso exatamente o contrário. Quanto maior a incerteza e a falta de recursos, mais relevante é o planejamento. E mais relevante também a elaboração de cenários que apresentem alternativas ao gestor para melhor distribuir os recursos. Pernambuco trabalha com cenários fiscais desde 2009 e vem aprimorando a elaboração e gestão do seu orçamento, com base nesta experiência.

3)      Qual a importância da captação de recursos para o cenário fiscal do Estado e a participação dos gestores públicos nesse processo como instrumentos para a viabilização dos investimentos necessários ao crescimento de Pernambuco?

O Estado tem uma estratégia de captação de recursos muito contundente. A performance de nossos desembolsos de recursos em relação aos valores contratados/conveniados é, certamente, uma das melhores do Brasil e isso foi fundamental para que Pernambuco tenha sido, de 2007 a 2013, o Estado que mais investiu em todo o Nordeste e o 4º maior investimento público estadual do Brasil, atrás apenas dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, todos com PIBs muitas vezes superiores ao de nosso estado. Em minha opinião, este desempenho se deve: i) a uma estratégia de investimentos muito arrojada, que garante projetos consistentes capazes de atrair financiadores; ii) ao nosso modelo de gestão, que nos permite monitorar o andamento dos projetos e enfrentar os problemas de implantação que de outra forma atrapalhariam a liberação de recursos; iii) ao esforço dos profissionais responsáveis pelos projetos e a equipe de analistas de captação na Secretaria de Planejamento e Gestão pela coordenação eficiente das liberações de recursos e prestações de contas; iv) e por último, mas não menos importante, a capacidade gerencial e de articulação do Governador Eduardo Campos, que acompanha todos os projetos de captação de recursos de perto.

4)      Sabemos que, atualmente, as decisões estratégicas recebem suporte de pareceres elaborados pelos gestores. Pode explicar como essa interação acontece?

Com o apoio especializado de servidores de carreira, sobretudo na elaboração de pareceres e estudos, pudemos aprimorar e tornar mais céleres as decisões governamentais que dependem de aprofundamento. Boa parte das decisões de governo hoje não prescinde da elaboração de parecer técnico examinando a matéria, antes da decisão política ser tomada.

5)      A gestão pública brasileira está passando por uma fase importante. Pernambuco, assim como outros estados, avançou bastante aplicando à gestão um modelo mais gerencial e menos burocrático. Ao lado do Governador Eduardo Campos, o senhor ajudou construir o modelo de gestão “Todos por Pernambuco”. Como se deu essa mudança? A população já consegue sentir os benefícios dessa mudança? Como?

Sou servidor público de carreira e tenho orgulho de ter participado da implantação do modelo de gestão “Todos por Pernambuco”. O apelido do nosso modelo já nos diz muito sobre a natureza da mudança que o modelo encerra. O serviço público de não muito tempo atrás era auto-referenciado, os procedimentos e regras se tornaram um fim em si mesmo e a orientação da ação publica era para o cumprimento de normas e requisitos. A mudança que queríamos promover era nessa orientação. Começamos com o Pacto pela Vida, inaugurando em 2007 uma nova forma de combater a violência. Continuamos em 2008 com a implantação do monitoramento de projetos prioritários. Em 2011, com os Pactos pela Saúde e Educação avançamos na utilização da gestão por resultados em outras importantes áreas sociais. Hoje podemos afirmar que, seguramente, mudamos o foco da ação pública para a busca pelo resultado, com medição, cobrança e premiação do desempenho. E por desempenho, não me refiro ao mero cumprimento de tarefas e procedimentos, que por vezes não redundam em benefícios para a população, mas sim pelo enfrentamento diuturno dos problemas e entraves que limitam a capacidade de ação do setor público e atrasam a entrega de bens e serviços de qualidade demandados pelo Povo. A população percebe a diferença porque a mudança implementada não foi “para dentro”. Outras experiências de reforma administrativa falharam porque se concentraram nas mudanças do setor público que serviam ao próprio setor público. Pernambuco, ao contrário, deu prioridade às áreas de prestação de serviço direto à população. Cuidamos primeiro do desempenho da segurança pública, saúde, educação e obras de infraestrutura antes de tudo. Por esta razão chamamos nosso modelo de “Todos por Pernambuco”. É um resgate da finalidade precípua de qualquer modelo de gestão e uma lembrança contínua de a quem servimos.

6)      Existem oportunidades de melhoria no modelo de gestão atual?

Com certeza. Devemos continuar estendendo a gestão por resultados para outras áreas do setor público além da segurança, saúde e educação. Também podemos aprofundar a integração entre planejamento e orçamento.

7)      Qual a principal diferença, na sua visão, entre a gestão pública de 30 anos atrás e a de hoje no País?

Como disse antes é uma mudança de foco. Estamos superando a gestão burocrática, focada em procedimentos, preocupada com a mera conformidade a padrões e instituindo uma gestão por resultados, focada no desempenho e preocupada com a entrega de bens e serviços para a população.

8)      Qual é o perfil ideal para o gestor público dentro desse novo cenário?

Considerando que ainda estamos numa fase de transição entre modelos, acho que o gestor público precisa, sobretudo, ser bastante abnegado. Não são poucos os desafios na lide diária com um modelo ainda híbrido. É certo que o setor público quer mesmo virar a página da sua história burocrática, mas o arcabouço jurídico institucional ainda carrega muito dos seus traços. Isso que dizer, na prática, que muitas decisões, submetidas ao jugo deste arcabouço ainda burocrático, podem demorar a ser implementadas. A demora na implementação das ações aumenta a cobrança da população e a cobrança, quando a capacidade de solução do problema está além do alcance do gestor, gera desgaste. Mas acho que é isso mesmo, se não somos infalíveis, sejamos incansáveis. Para tanto, penso que também são fundamentais a capacidade de diálogo e a transparência.

9)      Em 2008, o Governo realizou o primeiro concurso para as carreiras do novo modelo de gestão do Estado (analistas de gestão administrativa/ planejamento, orçamento e gestão/controle interno). Quais são, em sua opinião, as contribuições que essas carreiras trouxeram para os resultados alcançados desde a implantação do modelo?

Considero a criação das três carreiras de gestão, Analista de Gestão Administrativa-AGAD, Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão-APOG e Analista de Controle Interno-ACI um marco importante do setor público do Estado de Pernambuco. Com a iniciativa demos um passo importante na profissionalização do setor público. Também pudemos iniciar estas três carreiras fundadas já em um novo paradigma de serviço público. Esta circunstancia favoreceu a adaptação a abordagem “foco nos resultados” do nosso modelo de gestão e, portanto, conseguimos juntos atingir nossas metas muito mais rapidamente. A conclusão de importantes obras monitoradas pelo Governo, a alta performance na captação de recursos e a redução das nossas despesas de custeio são todos exemplos da participação decisiva destas carreiras no alcance de resultados do modelo de gestão.

 

Anúncios

AAPOG participa de reunião de articulação em Brasília

consad1A Associação dos Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão participou hoje de reunião de articulação em Brasília com representantes de entidades representativas de gestores públicos do Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Acre, Distrito Federal e gestores federais para alinhar a estratégia de articulação em rede e divulgação da carreira em todo o País. O objetivo principal do encontro, de acordo com a presidente da AAPOG Elisandra Paiva, foi avançar no diálogo e integração formal com outras carreiras para pensá-las e amadurecê-las estrategicamente em nível nacional.

Além da participação na reunião, a presidente da AAPOG, juntamente com o Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão Noel Teixeira Lopes Neto e o Analista em Gestão Administrativa Luís Alexandre Farias de Araújo, apresentou hoje Painel sobre a estrutura das carreiras de gestor público no Estado no VII

consad3Congresso de Gestão Pública, que acontece em Brasília até amanhã. Entre os assuntos abordados estavam os avanços e as perspectivas do cargo em Pernambuco. No evento, esteve presente também o secretário executivo de Desenvolvimento do Modelo de Gestão Maurício Cruz.

Durante o congresso serão apresentados 150 trabalhos em 50 painéis, abordando temáticas como: orçamento, contabilidade, finanças, compras e patrimônio, gestão de pessoas na área pública, gestão por resultados, monitoramento e avaliação, novos formatos organizacionais, governança, participação e controle social e governo eletrônico e transparência.

 

“Hoje, os APOGs são os grandes responsáveis por termos importantes ferramentas de gestão acontecendo na Educação, Segurança e Saúde”

AAPOG entrevista: Bernardo d´Almeida, secretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, que atuou como secretário de Gestão por Resultados na SEPLAG e acompanhou de perto o nascimento do Pacto pela Vida e a estruturação dos Pactos pela Saúde e pela Educação.

Confira:

Foto_Bernardo Dalmeida1) Secretário, a administração pública pernambucana passou por mudanças significativas nos últimos anos. A gestão com foco em resultados ganhou força como ferramenta estratégica do Governo. O senhor acredita que a sociedade já sente os benefícios dessa mudança?

Sim, a sociedade pernambucana, após sete anos da implementação do modelo gestão com foco em resultados, consegue perceber a melhoria da prestação dos serviços públicos. Tecnicamente chamamos de geração de valor público, que nada mais é do que a redução da evasão escolar, a diminuição da criminalidade e o aumento da sensação de segurança, bem como o acesso a saúde de qualidade.

2) O senhor iniciou o desafio de coordenar o grupo que monitora o Pacto pela Vida. Como era o ambiente no qual foram iniciados os trabalhos? Quais dificuldades foram superadas? Quais foram os desafios iniciais e os resultados alcançados pelo Núcleo de Gestão por Resultados (NGR) na SDS?

Embora o Pacto pela Vida tenha sido implementado em maio de 2007, apenas em setembro de 2008 foi criado o comitê gestor do Pacto pela Vida. Este sim dentro da filosofia da gestão por resultados. Na Secretaria de Defesa Social havia uma expectativa muito grande com a nossa chegada, pois mesmo com todo o investimento feito até então, não tínhamos alcançado os resultados pactuados com a sociedade. Assim, tivemos que conjuntamente diagnosticar os gargalos, planejar ações, monitorar a execução das tarefas, e avaliar. No início de 2009 lançamos com as polícias o Planejamento Operacional 2009, o primeiro integrado com Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros. Foi um sucesso. Desde então, este planejamento foi continuamente aprimorado, com busca da redução da criminalidade. O Núcleo de Gestão por Resultado na Defesa Social, também, foi essencial na elaboração do Planejamento Estratégico, em que pela primeira vez em Pernambuco o orçamento de uma secretaria ficou totalmente alinhado com as ações reais a serem executadas.     

3) Em 2010, o Núcleo de Gestão por Resultados na Defesa Social passou a contar com Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão (APOGs), servidores de carreira. Quais mudanças essa nova realidade trouxe para o trabalho do Núcleo?

Antes dos analistas tivemos os técnicos temporários que tinham a mesma formação dos atuais analistas. Foram os precursores e colaboraram bastante no instrumental até hoje utilizado pelos analistas. Mas foi com estes últimos que a gestão por resultados se consolidou na Defesa Social. Era preciso investir em uma carreira própria de profissionais que viriam para ficar e transformar a gestão de Pernambuco.

4) A partir dos bons resultados alcançados através do Pacto pela Vida, o senhor assumiu a Secretaria Executiva de Gestão por Resultados, passando a coordenar, também, os Pactos pela Educação e pela Saúde. Como o senhor analisa o papel deles para a melhoria da oferta de serviços públicos de qualidade?

Quando falo dos resultados do PPV , digo que eles não seriam os mesmos se não tivéssemos investindo em educação. E foi isso o que fizemos. Pernambuco há bem pouco tempo era o segundo pior estado brasileiro em evasão escolar. Hoje graças a vontade política do Governador Eduardo Campos somos o quinto melhor, segundo dados do MEC, e o que tem a maior rede de escolas integrais do Brasil, superando São Paulo e Rio de Janeiro juntos. Na Saúde, os indicadores hoje são tratados de maneira muito mais gerencial, e com o monitoramento do Pacto pela Saúde a gestão da SES tornou-se muito mais eficiente.

5) O senhor poderia exemplificar as contribuições dos APOGs na construção dos Pactos?

Hoje os APOGs são o motor dos Pactos. Eles acompanham, monitoram, produzem dados gerenciais, facilitam a integração, e são os grandes responsáveis por hoje termos essas importantes ferramentas de gestão acontecendo na Educação, Segurança e Saúde.

6) O senhor entende que o trabalho realizado por um NGR colabora para o desenvolvimento das secretarias? Em que ele pode ajudar?

Pela experiência que tive entre 2008 a 2013 com diversos secretários de estado, acredito que a carreira se transformou em grande parceira para as secretarias. E ela colabora na produção de relatórios, diagnósticos, cenários, etc.

7) Na sua opinião, quais as perspectivas futuras para a carreira de Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão dentro do serviço público?

Pelo desempenho, resultados alcançados, digo que é a carreira do futuro junto com suas co-irmãs AGAD e ACI.

Pacto pela Vida ganha segundo prêmio em menos de 1 ano

(14.01.16) Pacto pela VidaDepois de receber um prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU) na categoria melhoria dos serviços públicos em junho de 2013, o Pacto pela Vida (PPV) teve seu modelo de gestão por resultados contemplado em novembro de 2013 pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na categoria Governo Seguro – Boas Práticas em Prevenção do Crime e da Violência, ganhando o prêmio “Governarte: a Arte do Bom Governo“. A solenidade de entrega da premiação foi realizada ontem (15/01/14).

A iniciativa reconhecida conta com o trabalho de Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão (APOGs) da Secretaria Executiva de Gestão por Resultados (SEGR) através do Núcleo de Gestão por Resultados na Defesa Social (NGR-SDS) e dos analistas da SEGR que ficam na SEPLAG. Coordenado pela Secretaria de Planejamento e Gestão, o Pacto pela Vida é o resultado do esforço de diversas secretarias de Estado como Secretaria de Defesa Social (SDS), Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH), Secretaria do Governo (SEGOV),  Secretaria da Mulher (SECMULHER), Secretaria Executiva de Ressocialização (SERES), além do Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

As ações do PPV permitiram que Pernambuco revertesse a tendência de crescimento nos índices de criminalidade, enquanto todos os estados do Nordeste apresentam aumento em suas taxas. Em dezembro/13, a taxa de CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais) em Pernambuco chegou a 34,16 por 100 mil habitantes, reduzindo em 39,10% a taxa em relação ao início do PPV em abril/07 (56,09). Já Recife, considerada a capital mais violenta do país antes da implantação do Pacto pela Vida com 73,67 CVLIs por 100 mil habitantes, alcançou, em dezembro/13, uma taxa de 28,82, numa redução de 60,88%. Dentre as principais marcas obtidas pelo programa, é possível destacar: 7.899 vidas salvas desde o início do PPV; 7 anos seguidos de redução da taxa de CVLI (única Unidade da Federação a atingir esta marca) e Melhor resultado da série histórica no Recife (melhor taxa desde 1983 pelo DATASUS/MS). 

“O Pacto pela Vida é um programa que vai na direção de dar respostas a uma questão extremamente desafiadora, no Brasil e na América Latina. O crime entre as pessoas tem crescido nos últimos anos. Tínhamos uma situação muito dura em 2007. As estatísticas nos colocavam em primeiro lugar em homicídios no Brasil, tínhamos um número muito alto de violência contra a mulher. E a gente começou um diálogo com a sociedade, com a academia, operadores de polícia, as instituições, e fechamos o projeto. Ao longo desses sete anos, somos o único Estado que apresenta reduções, todos os anos, nos indicadores de criminalidade, e o Recife deixou de ser a capital mais violenta do Brasil para ser a capital mais segura do Nordeste brasileiro”, destacou o governador Eduardo Campos.

O Prêmio Governante: A Arte do Bom Governo foi lançado pelo BID em julho de 2013, com o objetivo de identificar, documentar e disseminar experiências inovadoras em diferentes áreas da gestão pública nos governos da América latina.

Com informações do Jornal do Commercio

Pernambuco reforça a profissionalização da Gestão Pública

No último dia 11 de outubro o governador Eduardo Campos assinou um projeto de lei que propõe a transformação dos 969 cargos comissionados em funções gratificadas de direção e assessoramento. Esta iniciativa representa um importante passo em direção a profissionalização da Gestão Pública em Pernambuco, incentiva o plano de cargos e carreiras e aponta uma redução de R$ 25 milhões na folha de pagamento do Estado.

“Nos últimos três anos, fizemos concurso para analista em diversos segmentos de atuação (gestão, planejamento e controle interno). Com essas seleções, nós começamos a preparar essas pessoas para assumirem determinadas funções no Executivo”, afirmou o secretário de administração Décio Padilha.

Segundo levantamento realizado pela AAPOG, atualmente 24,5% dos Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão possuem algum cargo ou função gratificada.

Para conferir a matéria na íntegra, acesse o link.

APOGs ajudam no desenvolvimento dos Planos Municipais de Segurança Pública

A principal ramificação do Plano Estadual de Segurança Pública do Estado de Pernambuco, o Pacto pela Vida (PPV) proporcionou aos pernambucanos, ao final de setembro de 2013, a menor taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) por 100 mil habitantes da série histórica (iniciada em 2004). Em setembro, a taxa de CVLI do Estado chegou a 34,45 contra 55,06 observada em Dez/2006.

Uma das reduções mais significativas ocorreu na capital pernambucana. Recife reduziu em 60,48% sua taxa de CVLI, passando de 72,09 em Dez/2006 para 29,26 em Set/2013. Essa redução foi fortemente obtida em 2013 quando o prefeito Geraldo Júlio, assim como o governador Eduardo Campos havia feito em 2007 em Pernambuco, assumiu o compromisso de tratar a segurança pública como uma das prioridades de seu governo.

Servidores da SEPLAG em Evento da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho

Servidores da SEPLAG em Evento da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho

Certo da importância da parceria com os municípios, o Estado tem apoiado os interessados a tratarem o tema. Como em Bezerros, no agreste pernambucano, o Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes na Região Metropolitana também contaram com o apoio dos servidores da Secretaria Executiva de Gestão por Resultados (SEGR), através dos colaboradores da sede e do Núcleo de Gestão por Resultados na Defesa Social (NGR/SDS).

No dia 05/10/2013 ocorreu 1° Seminário do Pacto pela Vida do Cabo de Santo Agostinho. O encontro teve como objetivo coletar sugestões da população para o desenvolvimento do Plano de Segurança daquele Município. Na ocasião, os convidados puderam se inscrever para participar de uma das sete salas temáticas: Segurança Pública; Infraestrutura Urbana; Educação, Cultura e Esportes; Justiça, Ministério Público e Defensoria; Comércio, Indústria, Agropecuária e Serviços; Saúde e Assistência Social; e de Entidades Religiosas. Cada sala contou com o apoio de um servidor da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado através da SEGR.

”Estamos felizes em ver essa conjunção de esforços entre o Município, o Governo do Estado através da Secretária de Planejamento e Gestão (SEPLAG), Governo Federal, enfim, todos irmanados na luta contra a violência”, afirmou Wilson Damázio, Secretário de Defesa Social do Estado.

Pâmela Alves palestra em evento promovido pela de Prefeitura de Jaboatão

Pâmela Alves palestra em evento promovido pela de Prefeitura de Jaboatão

Já no dia 07/10/2013 o apoio foi dado a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes no workshop promovido pela Secretaria de Ordem Pública e Segurança Cidadã, através da Secretaria Executiva de Segurança Cidadã. Na oportunidade, a Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão (APOG) da SEPLAG, Pâmela Alves palestrou sobre o cenário de violência no município e como a prefeitura pode colaborar na redução dos índices de criminalidade.

Ao longo do processo, os APOGs Ana Luiza Siqueira, Emille Sousa, João Paulo Wayand, Nathália Vieira, Pâmela Alves, Phillip César, Ryan Amorim e Sandra Queiroz, além dos servidores Ana Maria Souza, Kaline Martins e Mariana Jordão colaboraram diretamente para o desenvolvimento dos Planos Municipais de Segurança Pública de Bezerros, Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes. É a Secretaria de Planejamento e Gestão, através da Secretaria Executiva de Gestão por Resultados (SEGR) apoiando as prefeituras a tratar da segurança pública.

Com informações e imagens da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e da Secretaria de Ordem Pública e Segurança Cidadã de Jaboatão dos Guararapes

Novos APOGs assumem funções

A AAPOG/PE parabeniza os Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão (APOGs) que foram convidados a assumir funções na SEPLAG.

– Secretaria Executiva de Desenvolvimento do Modelo de Gestão (SEDMG): Maíra Fischer e Vivianne Câmara;

– Secretaria Executiva de Gestão Estratégica (SEGES): André Lapa se unirá a José Alberto Brandão e Maria Teresa Lima;

– Secretaria Executiva de Gestão por Resultados (SEGR): Pâmela Alves, Phillip César, Ryan Amorim e Yluska Reis se juntarão a André Luís da Silva, Norma Selene e Severino Andrade Júnior;

– Secretaria Executiva de Planejamento, Orçamento e Captação (SEPOC): permanece com Adriano Danzi, Cíntia Albuquerque, Marcelo Dantas, Noel Lopes Neto e Vitor Costa;

– Analistas cedidos: Dilermano de Brito (SES), Juliana Mélo (SAD), Marcílio Azevedo Júnior (SETUR), Marcos Vinicius (STQE) e Natália Vita (SEE) permanecem colaborando no planejamento, orçamento e gestão em outras secretarias do Estado de Pernambuco.

Os APOGs se alegram com seus colegas e os apoiarão nas suas novas funções.

Analistas participam do II Workshop PRODEV

No último dia 28 de maio foi realizado na Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho, em Belo Horizonte, o II Workshop do projeto PRODEV (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Gestão para Resultados nos Estados e Distrito Federal).  O encontro teve como objetivo capacitar os técnicos representantes dos estados para a utilização do Sistema Informatizado de Pesquisa Salarial e de Indicadores de Gestão para Resultados (Sipsig) nas áreas da Saúde, Educação, Segurança Pública e Pesquisa Salarial. As analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão (APOGs) da Secretaria Executiva de Gestão por Resultados (SEGR) Nathália Vieira e Yluska Reis participaram do workshop representando, respectivamente, às áreas da Saúde e da Segurança Pública de Pernambuco.

(13.06.04) II PRODEVEm 2012, o projeto realizou pesquisas salariais e de indicadores de gestão para as áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública nos estados e no Distrito Federal (ano-referência 2011) e construiu um banco de dados que deve servir para que os estados avaliem seu desempenho em cada área. Na oportunidade, além de Nathália (Segurança Pública) e Yluska (Saúde), a APOG Norma Selene contribuiu na área da educação. Conforme os executores da pesquisa, os indicadores “possibilitarão a identificação das práticas com melhores níveis de desempenho nas diversas áreas/atividades e irão auxiliar o processo de discussão e formulação de políticas públicas e a avaliação dos seus resultados, permitindo a construção de critérios claros para a priorização de políticas e programas e a alocação de recursos”.

APOGs participaram de Workshop Internacional

foto

Cinthia Albuquerque e Bruna Alquete dentre os brasilheiros participantes do Workshop

No período de 07 a 21 de abril de 2013, três servidores do Governo de Pernambuco participaram do Workshop Internacional de Pesquisas e Avaliação de Impacto de Políticas Públicas, projeto de iniciativa do Banco Mundial, em parceria com o Banco Interamericano e o Massachusetts Institute of Technology (MIT). As representantes da SEPLAG no curso foram as Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão (APOGs) Bruna Alquete e Cintia Albuquerque, respectivamente lotadas no Núcleo de Gestão por Resultados na Educação (NGR/SEE) da Secretaria Executiva de Gestão por Resultados (SEGR) e na equipe de Captação da Secretaria Executiva de Planejamento, Orçamento e Captação (SEPOC).

O referido curso, que acontece a cada 2 anos e é voltado para um público restrito de 150 pessoas, visa desenvolver profissionais capazes de realizar avaliações de impactos das políticas públicas e compreender a concepção e a implementação de pesquisas nesta área. Por ser um workshop com integrantes de diversos lugares do mundo, proporcionou uma rica troca de experiências com profissionais da área de gestão pública, além do contato com as principais referências acadêmicas da área.

001 GRADUADOS

Participantes do Workshop no Chile

Durante o curso, os representantes do Governo de Pernambuco focaram a sua participação no desenvolvimento de propostas de avaliação de impacto de políticas nas áreas da Saúde e da Educação. Mais especificamente sobre a área da saúde, foi construída uma proposta de desenho de implementação e avaliação de impacto de uma Política de bonificação por desempenho para os profissionais da atenção básica. A bonificação por desempenho já vem sendo implementada em diversas setoriais do Estado e o Governo está estudando a viabilidade da sua implementação na área de saúde, cuja proposta de avaliação elaborada durante o curso será de extrema relevância para tomada de decisão sobre o assunto.

Avanços no Pacto pela Educação

05.04.2013_Reunião de Monitoramento GRE Metro Norte_Créd Ademar Filho (30)

Karina Dantas na Reunião de Monitoramento GRE Metropolitana Norte (Foto: Ademar Filho)

O ano de 2013 começou com novidades no Pacto pela Educação (PPE). Além da inclusão de novas escolas no monitoramento de resultados, estão sendo realizadas reuniões com todos os atores envolvidos na melhoria dos índices educacionais.

Em 20/03, iniciou-se um ciclo bastante importante para o PPE. A SEPLAG e a SEE estão visitando todas as 17 Gerências Regionais de Educação, a fim de apresentar o PPE para todos os diretores e pactuar metas a serem alcançadas pelas escolas, com base no resultado do IDEPE 2013.

Nestes encontros, também são realizadas reuniões, lideradas pelo Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão (APOG) da Seplag responsável pelo acompanhamento da regional e pelo Gestor da Gerência Regional de Educação, com os diretores das escolas de menor rendimento no IDEPE. Vale ressaltar que nesse momento o papel do APOG é fundamental, pois ele é o responsável por fazer um panorama da situação da GRE, informando sobre o desempenho das escolas e detalhando os resultados ao nível de turmas e alunos. Além disso, através dessas reuniões, o Analista da SEPLAG aprofunda o trabalho com as unidades escolares, dissemina o modelo de Gestão por Resultados adotado pelo Governo, explora diretamente novos indicadores e elabora planos de trabalho objetivos (protocolos), em parceria com os diretores, para que estes implantem nas escolas.

12.04.2013_Reunião de Monitoramento em Garanhuns_Créd Ademar Filho (17)

Nathália Lins na Reunião de Monitoramento em Garanhuns (Foto: Ademar Filho)

Até o momento, foram realizadas reuniões em 15 Gerências Regionais de Educação, 36 reuniões com os grupos de escolas de menor rendimento no IDEPE e gerados 560 encaminhamentos voltados para a melhoria dos índices educacionais. É o Núcleo de Gestão por Resultados na Educação (NGR/SE) ajudando Pernambuco a avançar!