Câmara de Vereadores do Recife homenageia gestores governamentais

Homenagem

Comendas foram entregues ontem (27/06) em sessão solene dedicada ao dia da carreira

A Câmara de Vereadores do Recife realizou sessão solene, nesta terça-feira (27), em  homenagem ao Dia do Gestor Governamental. Toda a carreira foi homenageada durante a reunião. Na ocasião, 34 gestores governamentais – das três especialidades, Administração, Controle Interno e Planejamento, Orçamento e Gestão – receberam uma comenda pelos relevantes serviços prestados ao Estado. O requerimento para realização da sessão solene foi feito pelo vereador Renato Antunes.

A sessão foi comandada pelo presidente da Casa, vereador Eduardo Marques, e a mesa foi composta ainda pelo gestor governamental Ednaldo Alves; Marconi Múzio (chefe de Gabinete da Prefeitura do Recife); Ricardo Dantas (secretário de Finanças do Recife); Décio Padilha (diretor de Gestão Corporativa da Compesa); e Rafael Figueiredo (controlador-geral do Recife).

Para o vereador Renato Antunes, é muito merecida a homenagem a esta profissão que, apesar de nova, vem lutando nos quase nove anos de existência para profissionalizar a gestão pública em Pernambuco. “É um dia muito feliz para mim. Na minha essência sou gestor governamental de Pernambuco, e sei o que a carreira representa para o Estado e para a nossa cidade. Trabalhar pela coisa pública é trabalhar pela coletividade”, destacou o vereador.

“Este evento é importante também a partir do momento que serve como divulgação do trabalho dos gestores governamentais. São trabalhadores e trabalhadoras que têm hora para bater o ponto na entrada, mas sem hora para sair. É um trabalho que carece de zelo e muita disposição. Somos gestores governamentais com muito orgulho. A todos vocês parabéns e esperamos dar à sociedade o que ela espera de nós: trabalho, trabalho e trabalho”, finalizou Renato, que é gestor governamental de Administração.

Mauro Odilon, presidente da Associação dos Gestores Governamentais de Planejamento, Orçamento e Gestão (Agpog), foi um dos que recebeu a comenda e falou da importância do dia. “Celebrar o Dia do Gestor Governamental é pensar na profissionalização da gestão pública. Alguns avanços foram feitos, mas muito ainda precisa ser realizado para melhorar os resultados das políticas públicas e aumentar a qualidade de vida da população. O Dia do Gestor Governamental é um dia de refletir e pensar sobre gestão pública”, afirmou Odilon.

Em nome dos gestores presentes na solenidade, Ednaldo Alves ressaltou, na tribuna, os desafios da carreira. “Independente de função, precisamos ter em mente qual é a nossa finalidade, que é publica, e fazer com que as políticas governamentais possam ser implementadas para os que mais precisam. Desde um cidadão que pega um ônibus ou aquele que necessita de um sistema de educação melhor”.

Entre os 34 homenageados, 14 eram gestores governamentais de planejamento, orçamento e gestão. Segue a lista: Adriano Danzi, Canton Wú, Cintia Albuquerque, Elisandra Paiva, Henrique Suassuna, Lilian Gomes, Luiz Humberto Cruz, Marcelo Dantas, Mauro Odilon, Nathália Farias, Newton Cerezini, Norma Guimarães, Severino de Andrade e Vitor Carvalho.

Fonte: Secretaria de Planejamento e Gestão

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Gestor Governamental tem trabalho acadêmico premiado

alberto_imagemContribuição: Iale Alves e Isabel França.

O Gestor Governamental de Planejamento, Orçamento e Gestão, Alberto Brandão, teve artigo científico premiado no XVI Encontro Internacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente (ENGEMA). Realizado no período de 01 a 03 de dezembro, em São Paulo, o trabalho, escrito em conjunto com os pesquisadores Maria Luciana de Almeida (UPE) e Carlos Everaldo Silva da Costa (UFAL), foi considerado um dos melhores artigos do evento, sendo selecionado para submissão em processo de fast track na Revista Gestão da Produção, Operações e Sistemas, publicado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). O tema do artigo foi: “Implantação de Políticas de Resíduos Sólidos em Pernambuco: Um estudo a partir da teoria institucional e das redes interorganizacionais”.

Organizado pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), o ENGEMA é um evento anual que visa reunir pesquisadores, profissionais, empresários e gestores públicos e privados envolvidos em novas abordagens em gestão ambiental nas empresas. Neste ano, o tema central foi: “Inovação e sustentabilidade: um desafio para enfrentar as mudanças climáticas e seus impactos planetários”.

FEM – O Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) também foi tratado por Brandão em dois trabalhos apresentados no IV Congresso Administração, Sociedade e Inovação (CASI), realizado nos dias 04 e 05 de dezembro na Universidade Federal Fluminense (UFF). “A adoção de fundos especiais estaduais como suporte ao desenvolvimento municipal: a experiência de Pernambuco e do Espírito Santo” e “Implantação de políticas públicas mediante o modelo Todos por Pernambuco: um estudo de caso acerca do fundo estadual de apoio ao desenvolvimento municipal sob a ótica de seus atores”, foram as temáticas abordadas pelo gerente.

“Foi uma grande oportunidade de reforçar as conexões com a academia e debater as políticas públicas implementadas em Pernambuco. Os artigos sobre o FEM receberam especial atenção por parte do público, principalmente por se configurar como uma política que auxilia na construção de cenários mais favoráveis ao desenvolvimento municipal”.

AAPOG/PE realiza evento para homenagear gestores

homenagem_foto_finalContribuição: Iale Alves e Isabel França

Foi com imensa alegria que, nesta quarta-feira (17), os gestores governamentais de planejamento, orçamento e gestão da Seplag/PE reuniram os funcionários da secretaria para homenagear algumas autoridades que fizeram parte da história recente da carreira desses profissionais no Estado. As homenagens aconteceram no primeiro andar da Seplag.

Realizado pela Associação dos Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão (AAPOGPE), o encontro agraciou os secretários estaduais Décio Padilha (Sefaz), Bernardo D’Almeida (SDSDH), Fred Amancio (Seplag); os secretários municipais Alexandre Rebelo (Seplag) e Jorge Vieira (Educação); além dos secretários executivos vinculados à Seplag PE Edilberto Xavier, Mauricio Cruz, Hélida Campos e Severino Andrade. Cada autoridade recebeu, das mãos dos próprios analistas, placas com mensagens personalizadas.

Na ocasião, o presidente da AAPOGPE, Canton Wú, apresentou números em algumas áreas, como Educação e Segurança, e atribuiu os bons resultados conquistados pelo Governo nos últimos anos ao empenho desses funcionários. O secretário Fred Amancio aproveitou a oportunidade para agradecer o emprenho dos gestores e reforçou a importância da carreira.

“Os governos passarão, mas vocês continuarão responsáveis pela consolidação desse modelo de gestão no Estado. Se no início da carreira vocês foram os guardiões do conceito, agora vocês têm a missão em dar continuidade a esse modelo”.

BPTRAN homenageia Gestora Governamental

No último dia 26 de setembro, o Batalhão de Polícia de Trânsito homenageou na cerimônia que comemorou o 22º aniversário da unidade as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram com os resultados da OME em 2014 com o diploma de Amigo do BPTran. Dentre os homenageados está a Gestora Governamental de Planejamento, Orçamento e Gestão Adriana Oliveira.

Durante a cerimônia, a Tenente Coronel Hélida Figueiredo, que está à frente da unidade há três anos, falou da contribuição do Batalhão de Trânsito para o Pacto pela Vida – PPV. “Este batalhão tem cumprido com excelência o papel de bem servir à sociedade pernambucana, por isso o reconhecimento e a gratidão são uma constância em nosso dia a dia. O BPTran tem sido um grande colaborador do PPV no combate expressivo da violência social, através das ações diárias no trânsito”, disse.

A Gestora Governamental falou sobre a condecoração: “Fico muito feliz em saber que o trabalho do Núcleo de Gestão por Resultados na Defesa Social é visto como uma parceria no sentido de contribuir para o planejamento e a gestão da unidade, aproximando o BPTran ao Pacto pela Vida.”

Dessa forma, ela se junta a outros gestores governamentais do Núcleo de Gestão por Resultados na Defesa Social (NGR-SDS/SEPLAG) que já receberam premiação semelhante: Pâmela Alves, Phillip César, Sandra Queiroz e Victor Lôbo.

Com informações do site da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco

(14.09.26) Adriana - Amiga BPTran

Mais uma APOG é congratulada com MPMPM

A Medalha Perna(14.06.10) Medalha PM 2014mbucana do Mérito Policial Militar (MPMPM) foi criada através do Decreto Estadual nº 5.039 de 05 de maio de 1978, com base no inciso II, do art. 69 da Constituição do Estado de Pernambuco, sendo uma forma de reconhecimento público por parte do Estado aos Policiais Militares considerados destaques dentre seus pares, e também a personalidades, autoridades militares e civis, instituições públicas e entidades privadas, que prestaram relevantes serviços à segurança pública e colaboraram efetivamente com as ações da Polícia Militar de Pernambuco.

A Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão (APOG) Adriana Oliveira do Núcleo de Gestão por Resultados na Defesa Social (NGR-SDS) recebeu a Medalha Pernambucana do Mérito Policial Militar no encerramento das comemorações dos 189 anos da Polícia Militar em solenidade realizada na manhã da última segunda-feira (09) no Teatro Luiz Mendonça. Na oportunidade, as analistas em Gestão Administrativa Isadora Maia da Silva Correia e Tarciana Silva Bezerra também foram agraciadas.

Adriana é décima primeira APOG a receber esta condecoração. Antes dela já receberam a MPMPM: André Silva, Ivo Carille, Jorge Rosário, Nathália Vieira, Pâmela Alves, Phillip César, Roberto Jerônimo, Ryan Amorim, Sandra Queiroz e Severino Andrade.

 

Reuniões do Pacto pela Educação nas Gerências Regionais de Ensino de Pernambuco

O Secretário de Educação e Esportes, Ricardo Dantas, junto com sua comitiva, incluindo os analistas e gerentes da Secretaria de Planejamento e Gestão, iniciou em maio as reuniões do Pacto pela Educação nas 17 Gerências Regionais de Educação do Estado. As reuniões têm como objetivo firmar o compromisso do Pacto pela Educação junto à sociedade, falar sobre as ações desenvolvidas, os resultados obtidos em 2013, bem como o planejamento para o ano de 2014.
Após as reuniões, a Secretaria de Planejamento e Gestão, junto com as Gerências Regionais de Educação se reúnem com grupos de diretores de escolas para a apresentação dos resultados e discussão de ações específicas para a melhoria do ensino.
A reunião do Pacto pela Educação na regional do Sertão Sub-Médio São Francisco teve nota publicada no blog de Assis Ramalho.

AAPOG participa de reunião de articulação em Brasília

consad1A Associação dos Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão participou hoje de reunião de articulação em Brasília com representantes de entidades representativas de gestores públicos do Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Acre, Distrito Federal e gestores federais para alinhar a estratégia de articulação em rede e divulgação da carreira em todo o País. O objetivo principal do encontro, de acordo com a presidente da AAPOG Elisandra Paiva, foi avançar no diálogo e integração formal com outras carreiras para pensá-las e amadurecê-las estrategicamente em nível nacional.

Além da participação na reunião, a presidente da AAPOG, juntamente com o Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão Noel Teixeira Lopes Neto e o Analista em Gestão Administrativa Luís Alexandre Farias de Araújo, apresentou hoje Painel sobre a estrutura das carreiras de gestor público no Estado no VII

consad3Congresso de Gestão Pública, que acontece em Brasília até amanhã. Entre os assuntos abordados estavam os avanços e as perspectivas do cargo em Pernambuco. No evento, esteve presente também o secretário executivo de Desenvolvimento do Modelo de Gestão Maurício Cruz.

Durante o congresso serão apresentados 150 trabalhos em 50 painéis, abordando temáticas como: orçamento, contabilidade, finanças, compras e patrimônio, gestão de pessoas na área pública, gestão por resultados, monitoramento e avaliação, novos formatos organizacionais, governança, participação e controle social e governo eletrônico e transparência.

 

“Hoje, os APOGs são os grandes responsáveis por termos importantes ferramentas de gestão acontecendo na Educação, Segurança e Saúde”

AAPOG entrevista: Bernardo d´Almeida, secretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, que atuou como secretário de Gestão por Resultados na SEPLAG e acompanhou de perto o nascimento do Pacto pela Vida e a estruturação dos Pactos pela Saúde e pela Educação.

Confira:

Foto_Bernardo Dalmeida1) Secretário, a administração pública pernambucana passou por mudanças significativas nos últimos anos. A gestão com foco em resultados ganhou força como ferramenta estratégica do Governo. O senhor acredita que a sociedade já sente os benefícios dessa mudança?

Sim, a sociedade pernambucana, após sete anos da implementação do modelo gestão com foco em resultados, consegue perceber a melhoria da prestação dos serviços públicos. Tecnicamente chamamos de geração de valor público, que nada mais é do que a redução da evasão escolar, a diminuição da criminalidade e o aumento da sensação de segurança, bem como o acesso a saúde de qualidade.

2) O senhor iniciou o desafio de coordenar o grupo que monitora o Pacto pela Vida. Como era o ambiente no qual foram iniciados os trabalhos? Quais dificuldades foram superadas? Quais foram os desafios iniciais e os resultados alcançados pelo Núcleo de Gestão por Resultados (NGR) na SDS?

Embora o Pacto pela Vida tenha sido implementado em maio de 2007, apenas em setembro de 2008 foi criado o comitê gestor do Pacto pela Vida. Este sim dentro da filosofia da gestão por resultados. Na Secretaria de Defesa Social havia uma expectativa muito grande com a nossa chegada, pois mesmo com todo o investimento feito até então, não tínhamos alcançado os resultados pactuados com a sociedade. Assim, tivemos que conjuntamente diagnosticar os gargalos, planejar ações, monitorar a execução das tarefas, e avaliar. No início de 2009 lançamos com as polícias o Planejamento Operacional 2009, o primeiro integrado com Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros. Foi um sucesso. Desde então, este planejamento foi continuamente aprimorado, com busca da redução da criminalidade. O Núcleo de Gestão por Resultado na Defesa Social, também, foi essencial na elaboração do Planejamento Estratégico, em que pela primeira vez em Pernambuco o orçamento de uma secretaria ficou totalmente alinhado com as ações reais a serem executadas.     

3) Em 2010, o Núcleo de Gestão por Resultados na Defesa Social passou a contar com Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão (APOGs), servidores de carreira. Quais mudanças essa nova realidade trouxe para o trabalho do Núcleo?

Antes dos analistas tivemos os técnicos temporários que tinham a mesma formação dos atuais analistas. Foram os precursores e colaboraram bastante no instrumental até hoje utilizado pelos analistas. Mas foi com estes últimos que a gestão por resultados se consolidou na Defesa Social. Era preciso investir em uma carreira própria de profissionais que viriam para ficar e transformar a gestão de Pernambuco.

4) A partir dos bons resultados alcançados através do Pacto pela Vida, o senhor assumiu a Secretaria Executiva de Gestão por Resultados, passando a coordenar, também, os Pactos pela Educação e pela Saúde. Como o senhor analisa o papel deles para a melhoria da oferta de serviços públicos de qualidade?

Quando falo dos resultados do PPV , digo que eles não seriam os mesmos se não tivéssemos investindo em educação. E foi isso o que fizemos. Pernambuco há bem pouco tempo era o segundo pior estado brasileiro em evasão escolar. Hoje graças a vontade política do Governador Eduardo Campos somos o quinto melhor, segundo dados do MEC, e o que tem a maior rede de escolas integrais do Brasil, superando São Paulo e Rio de Janeiro juntos. Na Saúde, os indicadores hoje são tratados de maneira muito mais gerencial, e com o monitoramento do Pacto pela Saúde a gestão da SES tornou-se muito mais eficiente.

5) O senhor poderia exemplificar as contribuições dos APOGs na construção dos Pactos?

Hoje os APOGs são o motor dos Pactos. Eles acompanham, monitoram, produzem dados gerenciais, facilitam a integração, e são os grandes responsáveis por hoje termos essas importantes ferramentas de gestão acontecendo na Educação, Segurança e Saúde.

6) O senhor entende que o trabalho realizado por um NGR colabora para o desenvolvimento das secretarias? Em que ele pode ajudar?

Pela experiência que tive entre 2008 a 2013 com diversos secretários de estado, acredito que a carreira se transformou em grande parceira para as secretarias. E ela colabora na produção de relatórios, diagnósticos, cenários, etc.

7) Na sua opinião, quais as perspectivas futuras para a carreira de Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão dentro do serviço público?

Pelo desempenho, resultados alcançados, digo que é a carreira do futuro junto com suas co-irmãs AGAD e ACI.

Monitoramento em ritmo acelerado

O trabalho de monitoramento e acompanhamento realizado pela Secretaria das Cidades (SECID) é considerado uma das mais exitosas experiências de gestão baseada em resultados e indicadores, seja pela frequência com que é realizado, seja pela função estratégica na tomada de decisões pelo Secretário Danilo Cabral.

Com um dos maiores orçamentos do Estado e grandes desafios, como a implantação de obras estruturantes para a Copa do Mundo, a Secretaria realiza semanalmente a avaliação do avanço de obras e projetos junto com a SEPLAG.  A primeira etapa desse trabalho, que já vem sendo realizado há três anos, é o levantamento de informações realizado por duas equipes distintas, formadas por cinco analistas de planejamento, orçamento e gestão.

Com o Escritório de Gerenciamento de Projetos (EGP), estão doze metas prioritárias, das quais quatro são obras estruturantes para a Copa do Mundo.  O EGP atua como facilitador e realiza reuniões de acompanhamento para atualização dos cronogramas das obras civis e dos pontos críticos e relevantes de cada obra. Nessas reuniões participam representantes da secretaria, fiscais de obra e engenheiros das empresas contratadas/construtoras.

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De acordo com o Secretário Danilo Cabral, esse sistema adotado para acompanhar as metas de cada secretaria vem subsidiando a alocação de recursos com especial atenção para os programas prioritários. A frequência com que acontece, segundo ele, permite analisar os impactos e corrigir os problemas em tempo hábil. “Foi através do monitoramento que conseguimos avançar em nossos indicadores, que conseguimos dialogar com a sociedade e, ao mesmo tempo, garantir os resultados de forma eficiente”, afirma.

Há ainda o acompanhamento, através de planos operativos elaborados com os gestores, de outras seis metas prioritárias, entre elas, a implantação da Academia das Cidades nos municípios pernambucanos e mais 11 obras da Companhia Pernambucana de Habitação (CEHAB), instituição vinculada à SECID.

Além do monitoramento regular, são realizadas reuniões semanais com as câmaras especiais da Operação Mata Sul. Um comitê formado pela SECID, Casa Militar, CEHAB, Compesa, CAIXA e Celpe que se reúnem para atualizar o andamento das ações que visam à reconstrução de casas e recuperação de vias de acesso e infraestrutura de água e esgoto para a população atingida pelas enchentes na Zona da Mata. Há ainda o monitoramento especial realizado para as obras financiadas pelo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal, que é realizada mensalmente com gestores e representantes de instituições executoras e a CAIXA.

“O mais importante é que esse trabalho é realizado regularmente. Essas reuniões, muitas vezes, são os únicos momentos onde os gestores se encontram. Então, a gente percebe que, assim, você consegue avaliar como as coisas estão andando e porque não estão andando”, afirma a analista de planejamento, orçamento e gestão Débora Santos.

A AAPOG conversou com Danilo Cabral sobre a importância e as contribuições do trabalho do monitoramento na SECID, o impacto dele nos produtos e serviços ofertados à sociedade e sobre a carreira de gestor público no Estado. Confira a entrevista:

1. Quais as contribuições observáveis do monitoramento realizado?

Nos últimos anos, a administração pública de diversos países vem enfrentando pressões de vários setores por maior eficiência e danilo bonecotransparência na gestão dos recursos públicos, o que tem exigido dos governos um esforço contínuo de aprimoramento das práticas de gestão pública. Como resposta a essas demandas, a partir da década de 90, diversos países promoveram reformas em suas administrações, inserindo uma nova forma de gestão pública orientada para resultados, cuja ênfase está na eficiência do gasto e na qualidade das políticas públicas.

A mudança surge primeiramente nos países desenvolvidos como forma de enfrentar as crises fiscais e financeiras e manter o nível de desenvolvimento já alcançado. Já nos países em desenvolvimento, surge para acelerar o ritmo econômico e ampliar a capacidade empreendedora do Estado com ênfase na melhor utilização dos recursos e na busca pela melhor prestação dos serviços.

Foi assim que em 2007, o Governo de Pernambuco iniciou a implantação de seu modelo de gestão pública orientado para resultados, substituindo a burocracia por um modelo gerencial. Foi nesse contexto que as funções de monitoramento e de avaliação ganharam força e importância. A administração pública passou a reconhecer nas funções de monitoramento e de avaliação ferramentas importantes de apoio à gestão que permitem aumentar a eficiência no uso dos recursos públicos e a efetividade das políticas públicas.

Foi através do monitoramento que conseguimos avançar em nossos indicadores, que conseguimos dialogar com a sociedade e, ao mesmo tempo, garantir os resultados de forma eficiente. Esse sistema de monitoramento adotado para acompanhar as metas de cada secretaria vem subsidiando a alocação de recursos com especial atenção para os programas prioritários e sua frequência permite que possamos analisar os impactos e corrigir os problemas em tempo hábil, melhorando continuamente os serviços prestados.

2. Em que áreas e/ou momentos ele mais contribui?

Não há uma área específica ou fase mais importante no sistema de monitoramento. Todas as áreas, seja meio ou fim, podem ser aprimoradas a partir do uso da metodologia. Recordo, tão logo após as eleições de 2006, quando o Governador Eduardo Campos iniciou a discussão do modelo de monitoramento em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), através do Jorge Gerdau, que o foco do movimento nas ações, até então implantadas, era exclusivamente a área meio. A lógica era que, controlando a despesa e a receita, chegaríamos ao Estado prestador de serviços que a sociedade espera. Essa era a visão do Brasil no final da década de 80 e 90, do século passado. Estado mínimo, onde os órgãos de controle do estado brasileiro ganharam força em detrimento às áreas fim. O resultado nós conhecemos…

Por isso, já no primeiro momento, o Governador decidiu implantar a metodologia em áreas fins. Nesta fase, eu era secretário de educação e, juntamente com as áreas de saúde e segurança pública, implantamos em 2007 o sistema, que foi fundamental para recompor o planejamento estratégico na educação do Estado.

Sec. das Cidades Danilo Cabral3. Quais os aspectos desse trabalho o senhor considera mais importante e que deveriam ser internalizados em outras secretarias?

O monitoramento é fundamental para o controle político, gerencial e social de uma gestão pública. A ênfase nos resultados com essas ferramentas é uma forma de avançar em atividades que promovam a transparência das ações governamentais e, também, uma maneira de atender aos anseios da sociedade, tais como o aumento da legitimidade do estado, o bom uso do erário e a criação de políticas que aumentem o bem-estar social, reduzindo a pobreza e combatendo a desigualdade.

Outro fator importante que deve ser levantado sobre esse trabalho (monitoramento) é que ele se apresenta como condição essencial para avaliação dos resultados. A ideia central é que o monitoramento auxilie nos processos avaliativos. Digo isso porque quem não monitora o andamento das suas ações, dos problemas que deve resolver, assim como o resultado das ações, não consegue avaliar a eficiência e a eficácia de suas intervenções, sobretudo, as mudanças que gerou na sociedade.

É o monitoramento que fornece informação a respeito do estágio de desenvolvimento de uma política, de um programa ou um projeto. Já a avaliação evidencia o porquê das metas e dos resultados estarem ou não sendo atingidos.

4. Em se tratando da eficiência do monitoramento, que tipos de melhorias o senhor sugere?

É inegável os avanços que realizamos até aqui, mas permanecem ainda desafios a serem superados para chegarmos a uma efetiva orientação para resultados, tais como: a integração entre os setores; a geração tempestiva de informações; o mapeamento de arranjos institucionais envolvidos na implementação do programa; e, sobretudo, no reforço da equipe de pessoal envolvido na área fim.

É verdade que houve um reforço significativo de quadros nas áreas de planejamento, administração e controladoria. Importante isso, mas precisamos também de analistas em outras áreas. Cito como exemplo a própria Secretaria das Cidades, onde implantamos de forma exemplar o modelo. Praticamos, religiosamente, todas as terças e quartas-feiras, durante 3 anos e 3 meses, o monitoramento das nossas ações. A Secretaria das Cidades foi responsável, só na área de mobilidade, por investimentos de quase R$ 3 bilhões.

Não fosse esse acompanhamento sistemático, não teríamos avançado tanto. Entretanto, talvez poucos saibam, mas a secretaria não tem quadro próprio de pessoal. Operamos essas intervenções com servidores efetivos cedidos, como muitos quadros do TCE, Sefaz, CEF, entre outros, além dos quadros comissionados e gerenciadores. Nesta situação, o acúmulo do conhecimento pode ser totalmente perdido quando esses quadros se afastarem, pois muitas informações pertencem às pessoas e não à instituição. Por que não criarmos um quadro próprio de analista de infraestrutura para atender essas e outras demandas decorrentes dos avanços na estrutura do Estado? Da mesma forma, outras áreas podem ter necessidades de analistas técnicos. Fica essa sugestão para o aperfeiçoamento do modelo.

5. Em relação à carreira de gestor público no Estado, como o senhor vê o cenário atual? E o papel dos analistas nesse contexto, como o senhor avalia?

As práticas de monitoramento e de avaliação vêm adquirindo relevância na agenda de gestores e maior atenção de pesquisadores. Sendo assim, a valorização da categoria dos analistas é fundamental para a modernização da gestão pública do Estado. Os analistas são produtores das informações do modelo e, no caso da gestão por resultados, são também a referência dos gestores neste processo. Sem os analistas, nós, gestores, não conseguiríamos trabalhar e analisar os dados que nos permitem rever os erros e os problemas que, por ventura, aparecem no decorrer do processo. A valorização dessa carreira significa que haverá um fortalecimento cada vez maior para o desenvolvimento de sua principal função: a execução do planejamento, orçamento e gestão.

“A valorização da carreira já é uma realidade em Pernambuco”

"Acredito que ainda vamos crescer muito"

“Acredito que ainda vamos crescer muito”

Primeiro analista de planejamento, orçamento e gestão de Pernambuco a assumir cargo de Secretário Executivo acredita no crescimento e vislumbra um futuro promissor para os gestores públicos

Neste mês de janeiro, nenhuma notícia soou melhor aos ouvidos dos analistas de planejamento, orçamento e gestão de Pernambuco do que a nomeação de Severino de Andrade ao cargo de Secretário Executivo de Gestão por Resultados, substituindo Bernardo D´Almeida, que estará à frente da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Severino tem 30 anos, é formado em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduado em Gestão Pública pela UFRPE. Natural de São Lourenço da Mata, onde reside até hoje, começou sua carreira na área pública como funcionário da Caixa Econômica Federal. Em 2009 concorreu ao cargo de analista de planejamento, orçamento e gestão. No ano seguinte, iniciou um grande desafio junto ao Núcleo de Gestão por Resultados na Defesa Social (NGR-SDS): trabalhar no diagnóstico e monitoramento das áreas integradas de segurança estruturadas pelo Pacto pela Vida (PPV), plano de segurança desenvolvido pelo Governo do Estado que reduziu em 60,88% a taxa de CVLI por 100 mil hab. de Recife, passando de 73,67 em abril/07 para 28,82 em dezembro/13.

Desde então, Severino vem se destacando pela seriedade e espírito de equipe.  Como analista, acompanhou as áreas do Sertão e da Capital no PPV e foi gerente geral de Gestão por Resultados nas Secretarias de Saúde e de Educação. As experiências fizeram Severino acumular um capital único: conhecimento e capacidade técnica para estar à frente de uma das secretarias executivas mais importantes do Estado, a Secretaria de Gestão por Resultados (SEGR), que coordena os três Pactos: Pacto pela Educação (PPE), Pacto pela Vida (PPV) e Pacto pela Saúde (PPS).

Diante do desafio grandioso, o novo secretário reconhece: “conhecimento e capacidade técnica são mais fáceis de adquirir, dependendo apenas de dedicação. Já a capacidade de articulação é algo mais complexo que envolve, além de muito trabalho, tempo e capacidade de ouvir e expor ideias. Alguns articuladores são magistrais, como é o caso de Bernardo D’Almeida (secretário anterior). Espero ter aprendido o suficiente com ele para fazer este trabalho continuar dando certo”.

Sobre o crescimento da carreira no Estado, Severino, que recentemente estampou as páginas da revista “Você S/A” em reportagem sobre a profissionalização da gestão pública, avalia: “temos que medir nosso crescimento em função da qualidade do nosso trabalho. A valorização da carreira não pode ser medida apenas pela quantidade de cargos em comissão ocupados e sim na expansão de nossa capacidade em assumir novas responsabilidades”.

A AAPOG conversou com o novo secretário para saber um pouco mais sobre o trabalho realizado nos Pactos e as expectativas para o futuro da carreira. Confira a entrevista:

Depois de atuar nos três núcleos de GPR, Severino abraça a missão de participar da coordenação dos três pactos em PE

Depois de atuar nos três NGRs, Severino abraça a missão de participar da coordenação dos três pactos em PE

1)Como era o ambiente no qual foram iniciados os trabalhos na SDS? Quais dificuldades foram superadas? Quais foram os desafios iniciais como analista e os resultados alcançados pelo núcleo da SDS?

Chegando na SDS me deparei com um trabalho em andamento e já com resultados expressivos. A maior dificuldade foi assimilar as funções, conceitos e responsabilidade de um trabalho que era novo para mim e para todos. Nossas referências de trabalho precisaram ser extraídas das pessoas que compunham o modelo devido a sua singularidade. Para superar estas dificuldades tivemos que nos apoiar nas pessoas que já estavam envolvidas neste trabalho para entender o funcionamento do modelo. Também fomos desafiados a criar novos métodos. Em 2010, o PPV superou a meta de 12% de redução no CVLI.

2) Como relação aos três pactos, como você analisa o papel deles para a melhoria da oferta de serviços públicos de qualidade?

Os pactos de resultados desafiam os gestores públicos a adotar um novo perfil de administração. Os gestores precisam assimilar a postura de nortear suas decisões para a obtenção do resultado pactuado. Este processo gera uma ruptura com conceitos arcaicos de gestão, melhora as informações disponíveis para o processo decisório e promove novas habilidades para as pessoas e novas metodologias para os processos. O resultado destas mudanças é a ampliação e qualificação das informações que gera melhores decisões e maior capacidade de execução, impactando positivamente a qualidade dos serviços públicos.

3)Você poderia exemplificar as contribuições dos analistas na construção dos mesmos?

Os analistas são produtores das informações do modelo e, no caso da gestão por resultados , são também a referência dos gestores neste processo. Sem os analistas, os gestores receberiam a missão, mas não teriam o aporte de dados e análises que lhe permitem rever seus processos e se orientar continuamente para os resultados.

4) O que mais você gosta entre as atribuições do cargo de analista?

Pessoalmente gosto muito de trabalhar com informações. Mas creio que a autonomia seja um fator desafiador para quem trabalha nos pactos. Embora exista uma necessária padronização em alguns processos, o analista que acompanha uma Gerência Regional pode fazer análises e discussões específicas que são diferentes da abordagem de outro analista que deve ser norteada ao contexto de outra Gerência Regional.

5) Nesse tempo em que atua na Seplag, que momentos você considera marcantes?

O início de cada novo trabalho. Cada área de atuação me obrigou a estudar temas diferentes e de aprender com perspectivas diferentes de trabalho. As reuniões dos pactos também são momentos marcantes nos quais as grandes decisões são tomadas. Obviamente são marcantes os convites para exercer novas funções. Aqui, aprendi que cargo não é um prêmio e sim uma responsabilidade.

6) Você esperava ser nomeado para o cargo de secretário executivo? Como você recebeu a notícia?

Havia outras pessoas tão ou mais qualificadas para o cargo. Como já havia substituído Bernardo em outras ocasiões, sabia que esta era uma possibilidade. Mas não ficava pensando nisto. Acho que temos que focar nas nossas missões e fazer sempre o melhor, independente de ocupar ou não um cargo em comissão.

7) Estar à frente dos três pactos requer domínio de cada um deles, capacidade técnica e de articulação. Quais seriam os desafios do secretário executivo Severino a partir deste ano?

Devo conhecer sim os dados, conceitos e pessoas envolvidos nos pactos. Evidentemente o conhecimento mais profundo de cada pacto está na cabeça das pessoas que trabalham o dia a dia nas secretarias. Acredito que este seja o motivo da acertada decisão de alocar fisicamente os analistas dentro das secretarias executoras. Como secretário executivo, devo estar atento ao andamento dos três pactos e zelar pelo alinhamento de suas ações com as diretrizes e metas do governo. Conhecimento e capacidade técnica são mais fáceis de adquirir, dependendo apenas de dedicação. Já a capacidade de articulação é algo mais complexo que envolve, além de muito trabalho, tempo e capacidade de ouvir e expor ideias. Alguns articuladores são magistrais, como é o caso de Bernardo D’Almeida. Espero ter aprendido o suficiente com ele para fazer este trabalho continuar dando certo.

8) A carreira de gestor público tem alcançado notoriedade nos mais diversos níveis. Você acredita que há mais valorização da carreira pública? Quais os atrativos para o cargo de gestor público hoje? Que possibilidades ele oferece?

A carreira de gestor público é extremamente promissora. A valorização já é uma realidade em Pernambuco. Nossa associação tem feito um ótimo trabalho de divulgação e negociação. O núcleo do governo também tem se demonstrado interessado em estimular nosso crescimento por entender que isto agrega valor à administração pública. Temos que seguir fazendo a nossa parte, trabalhando em alto nível e mantendo uma postura profissional para nos habilitarmos a ser agentes de melhoria do serviço público.

9) Como você avalia o papel dos analistas dentro do panorama atual de Governo? Você vê boas perspectivas para o futuro?

Hoje somos uma carreira em crescimento. Mas temos que medir nosso crescimento em função da qualidade do nosso trabalho. A valorização da carreira não pode ser medida apenas pela quantidade de cargos em comissão ocupados e sim na expansão de nossa capacidade em assumir novas responsabilidades. Devemos adotar a filosofia da melhoria contínua para nossa carreira também. Acredito que ainda vamos crescer muito e ajudar o governo a dar saltos de qualidade nos números e nos processos organizacionais.